O cantor Wesley Safadão lidera a lista dos maiores cachês pagos no São João de Maceió 2025, com uma remuneração de R$ 1,2 milhão. Ele é seguido por Luan Santana, que recebeu R$ 985 mil para se apresentar no evento, que ocorre entre os dias 21 e 29 de junho, com financiamento da Prefeitura de Maceió.
Safadão já havia se apresentado na edição de 2024, quando recebeu R$ 900 mil. Na ocasião, ficou atrás de Jorge & Mateus (R$ 906 mil) e Gusttavo Lima (R$ 1,2 milhão), que não estão na programação deste ano. Ou seja, o cachê do artista cearense subiu R$ 300 mil em apenas um ano.
De acordo com levantamento da reportagem, os gastos com cachês artísticos superam R$ 19 milhões, distribuídos entre 44 apresentações. No entanto, a gestão do prefeito JHC (PL) tem dificultado a transparência dos gastos ao divulgar apenas as produtoras contratadas, sem detalhar os nomes dos artistas beneficiados.
A reportagem identificou os valores individualmente pagos a cada artista contratado, com base em dados públicos e monitoramento de empenhos. Confira abaixo os principais valores:
Top 10 maiores cachês:
Wesley Safadão – R$ 1,2 milhão
Luan Santana – R$ 985 mil
Ana Castela – R$ 800 mil
Simone Mendes – R$ 800 mil
À Vontade (Zezo | Raí | Luan) – R$ 800 mil
Bruno e Marrone – R$ 784 mil
Leonardo – R$ 750 mil
Bell Marques – R$ 700 mil
Belo – R$ 600 mil
Léo Santana – R$ 600 mil
A lista completa inclui artistas de diversos gêneros, como Pabllo Vittar (R$ 530 mil), Zezé Di Camargo & Luciano (R$ 500 mil), Zé Ramalho (R$ 500 mil), Alceu Valença (R$ 350 mil) e Calcinha Preta (R$ 490 mil).
Falta de transparência
Apesar dos valores milionários, a reportagem não conseguiu acessar, até o fechamento desta matéria, os contratos firmados entre a prefeitura e dez artistas ou bandas: Chau do Pife, Sandro Becker, Eliezer Setton, Jurandir Bozo, Mano Walter, Millane Hora, Zé Seresteiro, Fidellis, Banda Quadrilhão e Cláudio Rios.
A ausência desses dados reforça críticas quanto à falta de transparência na aplicação de recursos públicos no evento, já que a prefeitura optou por anunciar apenas as empresas intermediadoras, dificultando a fiscalização por parte da imprensa e da sociedade civil.
*Com informações da Folha de Alagoas

