A Escola Municipal Hermínio Cardoso, no bairro histórico de Fernão Velho, em Maceió, chama atenção por sua fachada bem cuidada: pintura recente, ar-condicionado nas salas e cartazes com mensagens de autoestima. Mas a aparência engana.

    Mais de 100 alunos do programa Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) enfrentam condições precárias: o prédio não recebe água potável, apenas água bruta sem controle sanitário; faltam professores de Geografia, História, Inglês, Educação Física e Artes – esta última sem docente desde 2021.

    A situação foi constatada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) durante fiscalização realizada na última segunda-feira (25). A ação integra uma força-tarefa com MPF, MPT e Defensoria Pública, que deve vistoriar cerca de 40 escolas do programa EJAI.

    Alunos relataram estar sentados em cadeiras de criança, sem livros, cadernos ou materiais didáticos, e sem acesso a psicólogo ou assistente social, tornando a experiência educativa limitada e desigual.

    A vistoria evidencia que, por trás da fachada histórica, o abandono e a precariedade comprometem a aprendizagem e o futuro dos estudantes da EJAI.

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