O julgamento de três policiais militares e uma ex-policial militar, acusados pela morte do adolescente Davi da Silva, de 17 anos, está marcado para a próxima segunda-feira (13), no Fórum Jairon Maia Fernandes, localizado no bairro Barro Duro, em Maceió.
A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Thiago Riff, que estará disponível para atender à imprensa durante a sessão.
O caso aconteceu em agosto de 2014, no complexo Benedito Bentes, quando Davi desapareceu após ser abordado por uma guarnição do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp). Dias depois, a única testemunha do crime foi encontrada morta, aumentando o mistério e a gravidade do episódio.
Em agosto de 2015, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) ofereceu denúncia contra os quatro militares, que respondem por tortura, homicídio e ocultação de cadáver.
Segundo a denúncia apresentada pela 59ª Promotoria de Justiça da Capital, os réus devem responder com igual grau de responsabilidade, independentemente da função que exerciam na guarnição. Todos teriam contribuído para as agressões que levaram à morte de Davi e à tortura de um colega que o acompanhava no momento da abordagem.
De acordo com os autos, as agressões começaram quando os policiais tentaram obter informações sobre um traficante conhecido como “Neguinho das Bicicletas”, na região do Conjunto Cidade Sorriso.
Testemunhos apontam que a ex-policial iniciou os espancamentos após Davi deixar cair uma pequena quantidade de maconha. O adolescente teria sido algemado e colocado no porta-malas da viatura, onde continuou sendo agredido pelos agentes.

