A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) iniciou uma investigação para apurar um possível caso de negligência médica que teria resultado na morte de um bebê dentro de uma ambulância, durante o trajeto entre os municípios de Pilar e Maceió.

    A mãe, Claudiane, grávida de 39 semanas, acusa o hospital da cidade de não ter prestado o atendimento adequado, mesmo após procurar a unidade de saúde três vezes, relatando dores intensas e perda de líquido.

    Segundo familiares, a gestante deu entrada pela primeira vez no Hospital Nossa Senhora de Lourdes e Maternidade Dr. Armando Lages, no Pilar, na quinta-feira (9), sentindo fortes contrações. Conforme o relato, os profissionais informaram que “não estava na hora” do parto, aplicaram uma medicação para aliviar as dores e liberaram a paciente.

    Mesmo com o agravamento do quadro, Claudiane retornou ao hospital em outras duas ocasiões. “Ela estava perdendo muito líquido, andando encurvada de dor. A gente implorava para fazerem alguma coisa, mas mandaram ela de volta pra casa dizendo que ainda não era o momento”, contou uma parente.

    Na terceira tentativa de atendimento, no sábado (11), os médicos decidiram transferi-la para o Hospital da Mulher, em Maceió. No entanto, durante o trajeto, a paciente entrou em trabalho de parto dentro da ambulância.

    A equipe de enfermagem que acompanhava Claudiane tentou realizar procedimentos de reanimação neonatal, mas o bebê nasceu sem vida antes da chegada à unidade hospitalar.

    A mãe registrou boletim de ocorrência denunciando negligência médica. O caso está sendo investigado pelo 23º Distrito Policial de Pilar, sob responsabilidade da delegada Maria Angelita, que confirmou que os profissionais envolvidos serão ouvidos.

    Em nota, o hospital informou que seguiu todos os protocolos médicos e assistenciais durante o atendimento e que a paciente foi encaminhada para Maceió após constatar-se que o bebê não estava na posição adequada para o parto.

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