A Defesa Civil de Maceió divulgou, nesta segunda-feira (30), que o município registrou 1.793 ocorrências relacionadas às chuvas no primeiro semestre de 2025. Somente no mês de junho, foram 217 chamados, reflexo do volume de precipitações acima da média esperada. A previsão era de 323 mm de chuva, mas já foram acumulados 457 mm, um aumento de 41%.
O mês de maio também foi crítico, com 1.148 ocorrências e um volume de chuvas 75% acima do previsto. Para julho, a expectativa é de 270 mm de precipitação.
Mesmo diante dos números elevados, a Defesa Civil destaca que não houve acidentes graves. Segundo o coordenador-geral do órgão, Abelardo Nobre, isso é resultado das ações preventivas e da conscientização da população, que tem evitado áreas de risco em dias de temporal.
Contudo, a gestão municipal tem sido alvo de críticas pela falta de resultados práticos dos investimentos feitos para conter os alagamentos. O exemplo mais citado é o sistema de drenagem com tecnologia automatizada (robôs), implantado em 2022 ao custo de R$ 9,4 milhões. A promessa da época era ambiciosa: eliminar pontos críticos de alagamento na capital. Três anos depois, no entanto, os alagamentos persistem.
A ineficiência do projeto foi tema de debate na Câmara Municipal em maio. “O robô milagroso que impediria os alagamentos, não impediu coisa nenhuma. Pelo contrário: vimos ruas interditadas, casas inundadas e muita gente prejudicada”, criticou um vereador durante sessão plenária.
Diante da continuidade dos transtornos enfrentados pela população durante o período chuvoso, cresce a pressão sobre a gestão do prefeito JHC (PL) para que medidas mais eficazes sejam adotadas e os investimentos realizados tragam, de fato, resultados concretos.

